Olá pessoal, como vocês estão?!?
Hoje resolvi trazer uma reflexão diferente por aqui. Gosto muito de ler sobre diversos assuntos e me informar sobre o que acontece no mundo. Considero que, ser adolescente no século XXI, é uma tarefa de extrema complexidade: constantemente somos bombardeados com acontecimentos que ecoam dos “quatro cantos do mundo”. Obviamente, é um cenário que possui benefícios, visto que nos estimula a pesquisar e querer saber mais sobre os fatos. Mas, como tudo na vida, também há um lado negativo: com tantos acontecimentos simultâneos, saber em quem confiar é uma missão impossível (por isso a importância de ler!).
Há alguns dias, me deparei com o seguinte termo: “Cultura do Cancelamento”. A princípio, não entendi, e resolvi pesquisar o que era essa expressão que estava tão em alta nas redes sociais. Depois de entender esse conceito (se você não sabe o que isso significa, a Cultura do Cancelamento é, basicamente, o ato de excluir uma pessoa ou marca, devido a um erro ou conflito de opiniões), alguns questionamentos começaram a pairar na minha mente, afinal não é novidade para ninguém que o grande lema declarado pelos jovens dessa geração é o respeito pelas diferenças. Em primeiro lugar, é notável o tom hipócrita existente nesse comportamento, e já te explico o porquê. Nesses últimos tempos, tenho observado em diversos lugares, uma extrema intolerância por parte de grupos que dizem pregar a paz e a aceitação ao próximo. Porém, depois de assistir essas mesmas pessoas “cancelando” as posições contrárias, o que eu realmente percebo, é a existência de uma tolerância seletiva: só é respeitado quem pensa de uma determinada maneira e compartilha dos mesmos ideais. E isso me preocupa imensamente.
Recentemente, comecei a perceber uma certa conduta: para alguém ser considerado um “intelectual”, é preciso assumir um certo posicionamento político determinado por outrem. Me pergunto como alguém pode se sujeitar a tal, abdicando de suas próprias convicções em prol de fazer parte de um dado movimento (mas é isso que está na moda atualmente, não é?). Sinceramente, eu sempre tive horror a isso. Na minha opinião, rotular seus pensamentos, é limitar a si mesmo… e isso é uma tremenda banalidade. Além disso, um outro ponto muito perceptível nesses grupos existentes atualmente (sim, aqueles que pregam o amor e respeito pelas diferenças), é a supervalorização de seus ideais, considerando-os como verdades absolutas.

Ao que parece, é o fato de que esses indivíduos estão imersos em uma “bolha”, uma realidade alternativa criada por eles, na qual eles escolhem e filtram o que deve entrar ou não. E é aí que eu me pergunto: o que eles estão aprendendo com isso? Se o principal objetivo desses movimentos é tornar o mundo um lugar melhor, questiono o motivo de tanta violência e discursos de ódio mascarados de manifestações que pregam a empatia, o respeito e o amor ao próximo.
Na sociedade atual, pertencer à um determinado movimento é sinônimo de superioridade moral e intelectual. Para mim, é sinônimo dos seguintes fatores: narcisismo exacerbado, visto que, assim como no conto de Narciso, consideram feio o que não é espelho; além disso, também pode ser encarado como marketing pessoal, pois é preciso assumir um papel predeterminado para suprir a necessidade de ser aceito; outro fator que precisa ser levado em conta, é a falta de informação presente em muitos discursos (e muitas vezes de pessoas que são consideradas ícones e adoradas por muitos), uma vez que a grande maioria acredita que basta sair repetindo o que todo mundo está falando no momento, para ser considerado inteligente; e, por fim, o medo irracional desses indivíduos de encarar a vida como ela realmente é. É muito mais simples acolher e aceitar os que são semelhantes, mas o verdadeiro aprendizado e uma transformação genuína, é quando somos capazes de olhar para os nossos “opostos” e respeitarmos verdadeiramente o conjunto que forma essa pessoa.
Apesar de tudo, eu acredito em um mundo melhor, sim. Mas para isso, considero que a sociedade deveria ser formada por diálogos, e não monólogos emanados por uma quantia seleta de grupos sociais.
Por estudar e sempre me informar sobre diversos assuntos, me senti segura para vir compartilhar um pouquinho do que eu acredito! Vale ressaltar que, para mim, o respeito ao próximo deve estar presente sempre, sem qualquer exceção!
Espero que vocês tenham gostado!
Com carinho,
Carolina Toledo.
Carol, I really loved it! And I definitely agree with you!
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Hi Lucimar, how are you?
I’m really glad you like it!
Thank you very much!😘
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Penso exatamente assim! Parabéns pelo texto Carol!
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Oi Carol, tudo bem?
Fico feliz que você tenha gostado do texto!
Muito obrigada pelo carinho!😘
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No início da semana passada li que uma “digital influencer” tinha sido cancelada nas redes e que tinha ficado muito deprimida, arrasada. Aí fui procurar saber o que era essa tal “cultura do cancelamento”. No domingo vi na TV que nos EUA alguns intelectuais, incluindo até o Noam Chomsky , lançaram um manifesto condenando tal cultura. Então, Carol, suas reflexões são extremamente oportunas e estão muito bem argumentadas. Nota 10. Parabéns!
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Oi Tadeu, tudo bem?
Fiquei muito feliz lendo o seu comentário!
Acredito que o respeito pelas diversas opiniões é fundamental para um bom funcionamento da sociedade.
Muito obrigada!
Até a próxima!
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