Olá pessoal, como vocês estão?!?
Quando publiquei um texto falando sobre a “Cultura do Cancelamento” e como é ser adolescente no século 21 (na minha visão, claro!), recebi um feedback muito positivo e, como também adoro falar sobre esses temas atuais, decidi trazer algumas considerações e questionamentos, que eu acredito serem extremamente importantes!
A era na qual vivemos é, sem dúvidas, marcada por um intenso cenário político. Como uma estudante prestes a concluir o ensino médio e alguém que adora estar inteirada sobre diversos assuntos (afinal, conhecimento nunca é demasiado!), procuro sempre analisar os “dois lados da mesma moeda” e, a partir disto, buscar compreender as motivações e consequências dos diversos posicionamentos existentes.
Até um determinado momento do meu ensino fundamental, eu não tinha consciência do contexto político brasileiro. Entretanto, a partir do 8° ano, comecei a conviver com pessoas de diferentes realidades, o que me fez amadurecer muito. Foi aí que eu comecei a entender o básico, afinal, política não é um assunto recorrente numa roda de pré-adolescentes no auge de seus 12/13 anos (risos!). Entretanto, o verdadeiro choque ocorreu no minuto em que eu ingressei no ensino médio. Percebi que, para ser uma pessoa informada, com habilidade para discutir sobre diversos assuntos e defender os meus pontos de vista, teria que correr atrás de muita informação e conhecimento, em prol de alicerçar minhas próprias posições. No momento em que tive esse insight, nunca imaginei a “decepção” que eu teria futuramente.
Você deve estar se perguntando: “como assim ‘decepção’?”. Pois é, foi exatamente isso que você leu. A partir do momento em que eu comecei a estudar e me dedicar a entender as minhas convicções, me deparei com uma esfera totalmente polarizada, na qual, se você não pensa de acordo com a maioria, o esforço para se expressar livremente terá que ser o triplo, afinal, o respeito às opiniões diversas parece estar fora de moda atualmente.
Sinceramente, eu sempre achei o embate entre direita e esquerda meio banal, uma vez que política é muito mais que isso. Vivemos em um mundo repleto de várias teorias, os mais diversos autores e pensamentos, logo, eu não consigo entender como alguém pode limitar o próprio pensamento ao se afirmar como X ou Y. Entretanto, apesar de eu considerar esse aspecto como um ponto fundamental, não é o objetivo desse texto defender os meus pensamentos políticos.
O que verdadeiramente me preocupa, no momento atual, é que as pessoas deixaram de respeitar as opiniões alheias. Admito que, por muito tempo, no ambiente escolar, deixei de comentar várias coisas, pelo simples fato de que o meu pensamento divergia dos meus colegas. Hoje, tendo um pouco mais de maturidade, consigo perceber o quanto mudei nesse quesito e, principalmente, o fato de que o julgamento alheio não me afeta como antigamente.

Entretanto, admito ser um pouco cética em relação à minha geração (caso você não saiba, pertenço à tão polêmica Geração Z). Nunca se ouviu falar tanto sobre inclusão, diversidade e respeito às diferenças. Apesar disso, o que realmente percebo é uma tolerância seletiva, uma vez que, para ser aceito, é necessário defender um ponto de vista específico e “levantar bandeiras” predeterminadas. Além disso, é uma geração que se diz livre de rótulos, mas para denegrir a imagem daqueles que pensam diferente, não medem esforços para inventar novos termos que futuramente integrarão o vocabulário deles. E, para mim, uma das coisas mais graves de tudo isso, é a falta de informação. Eu já perdi a conta de quantas vezes presenciei discursos de pessoas que, pasmem, raramente folheiam um livro. Ou, até mesmo, indivíduos que adotam “pessoas de estimação” e passam a repetir tudo o que este fala, sem pesquisar e analisar os argumentos, como um verdadeiro papagaio. E, por fim, há um comportamento muito acentuado de que somente esses grupos possuem “verdades absolutas”, visto que tudo o que não está dentro dessa “bolha” é considerado irrelevante e errôneo.
E é aí que eu me pergunto, como esperar que uma geração que é incapaz de respeitar o próximo, vá transformar o mundo em um lugar melhor? Eu acredito, sim, que todo debate é válido, desde que tenha fundamento e que não agrida aqueles que pensam distintamente.
Semana passada, li uma frase que me marcou bastante, do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “O jeito mais seguro de corromper a juventude é instruí-la a ter mais estima por quem pensa igual a si do que por quem pensa de maneira diferente”. Acredito que essa frase se encaixa perfeitamente nas circunstâncias atuais, dado que a geração mais jovem é fortemente induzida a rivalizar com os opostos.
Depois de quase três anos imersa em uma realidade extremamente polarizada e, em breve, dando início a uma nova etapa na minha vida na qual ter a competência de se posicionar é imprescindível, reconheço que estar inserida nesse contexto foi essencial para o meu amadurecimento. Ultimamente, tenho pesquisado e estudado sobre diversos assuntos, além de conversar com pessoas que compartilham desse mesmo pensamento. Posso afirmar que, hoje, me sinto totalmente segura para expor meus posicionamentos, sempre buscando respeitar as divergências!
Mesmo sendo um cenário radical (que triste!), sempre procuro tirar o máximo de proveito das situações, me dedicando para compreender as oportunidades que existem em meio à tanta violência, intolerância e austeridade. Afinal, se tem algo que eu aprendi nesses últimos tempos, é que nós somos os únicos responsáveis por transformar a realidade ao nosso favor!
Espero que vocês tenham gostado!
Com carinho,
Carolina Toledo
Deu um calor no coração ver alguém da geração Z falando assim. Meu maior medo é a falta de respeito à opinião alheia e os rótulos em extremo que impedem o que há de mais rico em nós: o poder de dialogar e buscarmos juntos soluções. Show!
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Oi Carol, tudo bem?!?
Um diálogo honesto e respeitoso é, sem dúvidas, a maneira mais eficaz de transformar a nossa realidade!
Fiquei feliz com o seu feedback!
Muito obrigada pelo carinho!
Beijos!😘
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Por mais jovens pelo mundo que pensem e agem como vc! Parabéns👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
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Oi Nane, tudo bem?!?
Muito obrigada pelo carinho!
Um beijo enorme pra você!😘
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Carol, your writings are an insperation! Happy to know there are bright minds out there!
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Hi, Lucimar!
As we always say in our classes, education is an effective way to change our reality!
Thank you so much for your support!😘
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O ser humano tem a tendência natural de combater o MAL. Não se dialoga, não se transige com o MAL! O MAL deve ser eliminado! O problema é quando consideramos uma opinião diferente da nossa como o MAL (principalmente quando é uma opinião na área da política, pois política é algo que nos afeta diretamente). Aí, muitas vezes nos sentimos livres para combater essa opinião diferente, de qualquer maneira, pois, afinal de contas, tal opinião ou ideia representa o MAL. É a receita para intolerância, radicalismo, polarização, cancelamentos e terrorismo. Carol, continue seguindo adiante por esse seu brilhante caminho de pensamento e atitudes, escolhendo a porta estreita, pois a porta larga leva a caminhos que normalmente conduzem à decepção. Seu post foi SHOWZAÇO!!!!
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Oi, Tadeu!
Concordo plenamente com o que você escreveu…as pessoas deveriam entender que, para conviver em sociedade, é essencial respeitar as opiniões divergentes. Definitivamente, transformar essa realidade não é um caminho fácil, mas espero que, no futuro, não tenhamos mais que colher os frutos amargos de hoje!
Muito obrigada pelo seu feedback!
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