O que eu penso sobre o “Politicamente correto”

Olá pessoal, como vocês estão?!?

Há alguns dias, li um provérbio oriental que despertou o meu interesse: “Bons tempos criam homens fracos e homens fracos criam tempos difíceis, mas tempos difíceis criam homens fortes e homens fortes criam bons tempos”. Para mim, essa citação sintetiza, perfeitamente, o constante processo de avanços e retrocessos no qual a humanidade está inserida. Nesses últimos tempos (no caso, anos), uma nova “tendência” se tornou extremamente recorrente: o Politicamente correto. Para os adeptos desse comportamento, o principal objetivo é estabelecer termos e ações que possam ser entendidas como “ofensivas” e “opressoras” à terceiros, principalmente no que se diz respeito às minorias sociais, com o objetivo de eliminá-los. Entretanto, os defensores dessas atitudes realmente estão preocupados em criar uma atmosfera harmoniosa para a sociedade como um todo, ou somente para aqueles que compartilham dos mesmos ideais?

É fato que uma das grandes marcas da atualidade é a tentativa desesperada de solucionar os problemas sociais e proteger as chamadas “minorias”. É indiscutível que a sociedade ainda se encontra em um cenário repleto de preconceitos e desrespeito, todavia, é importante ressaltar os perigos dessas condutas. Para mim, uma grave consequência acerca da questão da existência de “vítimas sociais”, é a terceirização da culpa. As pessoas estão em um processo de delegar o próprio fracasso para terceiros. Escapar de assumir as próprias responsabilidades e, principalmente, de expor o verdadeiro “eu”, está criando pessoas emocionalmente frágeis, que não sabem argumentar. Afinal, é muito mais confortável se colocar em uma posição desfavorecida, do que trabalhar duro para conquistar seus objetivos. Obviamente, vivemos em uma sociedade em que nem todos possuem os mesmos privilégios. Contudo, ao invés de desperdiçar o tempo se lamentando, talvez seja hora de ter iniciativa e criar sua própria oportunidade, se adaptando aos diversos meios existentes, oferecendo resultados e, sobretudo, ter coragem de reconhecer suas próprias parcelas de culpa.

Fonte: Pinterest

Afinal, qual é a relação entre isso e o “Politicamente Correto”?

As pessoas que se autodenominam como “politicamente corretas” podem ser consideradas adeptas da máxima “os fins justificam os meios”, uma vez que para criar uma esfera “segura” para os indivíduos vulneráveis, utilizam meios que não podem ser considerados tão pacíficos assim. Episódios de coerção, constrangimentos e “cancelamentos” tornam-se cada vez mais comuns, pois os cidadãos que não seguem fielmente a filosofia do “politicamente correto”, são julgados como o verdadeiro desgosto da sociedade, responsáveis por tudo que há de errado no mundo. Mas será que essas pessoas realmente são as vilãs? Gostaria de entender como adotar um comportamento em massa pode ser a solução que a sociedade necessita. Delimitar que, para ser considerado uma pessoa “boa” é necessário defender uma única conduta, significa que as pessoas estão cada vez mais alienadas e desorientadas. 

Sempre que eu penso em “Politicamente Correto”, me recordo do livro “1984”, de George Orwell. O romance distópico, apresenta uma sociedade regida por um governo autoritário, na qual há a presença da manipulação pública. Um dos pontos que me marcou no livro, foi a presença da “Novilíngua” (ou “novafala”), um recurso utilizado naquela sociedade como uma maneira de “sintetizar” e “remover” palavras e seus sentidos prévios. Logo, mediante o domínio da linguagem, seria possível controlar os pensamentos alheios, evitando o surgimento de ideias “inconvenientes”. A obra é um exímio retrato da realidade na qual estamos inseridos atualmente, uma vez que o “Politicamente correto” restringe uma das maiores belezas da vida: a nossa liberdade de expressão. 

O mundo tornou-se um lugar em que verdades já não podem ser ditas, pois são consideradas “dolorosas”. Mas como as pessoas vão aprender com os erros, se insistem em viver dentro de uma “bolha”?

O “politicamente correto” é responsável por massacrar pessoas e carreiras que não condizem com o pensamento dominante. É um movimento fundamentado na hipocrisia, uma vez que exclui os indivíduos que têm determinação de assumir as próprias falhas e escolhas e, em especial, aqueles que são corajosos para se expressarem livremente, sem ter receio da opinião alheia.

Vivemos em um mundo habitado por bilhões de pessoas, provenientes de culturas e valores distintos, logo, é impossível que não haja desavenças, estranhezas e depreciações. No entanto, ao invés de lutar para criar um ambiente “confortável” somente para alguns, através de meios que intimidam, as pessoas deveriam se esforçar em verdadeiramente dialogar com as diferenças, pois como disse Francesco Petrarca, escritor e humanista italiano, “Tal, censurando os outros, condena-se a si mesmo”.

Caro leitor, retomando o provérbio que citei inicialmente, gostaria de deixar uma reflexão: como o mundo poderá evoluir, se não somos inteiramente livres para nos expressarmos?

Espero que vocês tenham gostado!

Com carinho,

Carolina Toledo

Publicado por Mood do Dia

Bem vindos ao "Mood do Dia"! Meu nome é Carolina Toledo e tenho 16 anos. Sempre fui apaixonada por escrever sobre os mais diversos assuntos e as coisas com as quais eu me identifico. Além disso, sou uma devoradora compulsiva de livros, apaixonada por moda e uma verdadeira admiradora de arte. Apesar de ainda estar no ensino médio, constantemente procuro maneiras que irão impulsionar a realização do meu maior sonho: trabalhar com jornalismo! Resolvi criar esse blog com o intuito de me expressar, podendo mostrar ao mundo um pouquinho do que existe dentro de mim! Espero que vocês embarquem nessa aventura junto comigo, e aproveitem ao máximo o que cada postagem terá para oferecer!

2 comentários em “O que eu penso sobre o “Politicamente correto”

Deixar mensagem para Maria Lucimar Amgarten de Andrade Cancelar resposta